We Do Not Tread The Way That Is Conducted By Reason

We do not tread the way that is conducted by reason!

The white-born reason, from white Greece… So pale and thirsting for blood…

Reason built insane asylums and raised prisons…

It is necessary to be very rational to calculate punishments, as long as productivity does not decline, and faith remains… Yes, even faith becomes inebriated by rationality, to collect awards in the gelid and quiet sky…

Reason divided us between the superior (those gifted by reason) and the inferior (those lacking in reason)… In this hierarchy the one who occupies the top dictates who can live and who must die…

Rationality coined Sovereignty and gave it a key to control mortality and to define life…

Reason instrumentalizes human existence in a general way and causes material destruction to our bodies …

And life, ever since, only exists in the spasms and in the confrontation with death…

And Reason even associated sexuality with violence…

As if sexuality was this dissolution … as if it was excretion and appropriation…

Rationality wrote the moral and imposed a taboo regime over us all…

Reason delivered to some the right to kill, operating based on a division between the alive and the dead, such a power defines itself in relation to a biological field, over which it takes control and inscribes itself into… distributing humanity into groups, and groups into subgroups… establishing a biological censorship between one another…

Reason invented Racism!

And racism is the perverse father of the politics of death…

Racism is, above all, a technology destined to allow the exercise of biopower… that old sovereign right to kill …

In the biopower economy, the role of racism is to regulate death’s distribution and to enable the State’s assassin role…

Reason dehumanized us and industrialized death…

reason civilized ways of killing…

Reason subjugated our bodies, with medical regulations, social darwinism, eugenics, medical-legal theories about heredity, degeneration, hazardousness…

Reason fragmented territories, prohibited accesses, expanded settlements …

Reason promoted the forced sterilization of black women, intoxicated our water with monsanto and our children were born with hydrocephaly…

Reason made use of AiD$ to criminalize black bodies and their sexualities… reason coined the concept of vulnerability to keep us passive…

reason made us hostage to guilt, condoms, the cocktail…

However, we… Do not tread through the path of reason.

Our references are other… It goes through the marked body, through the back where trees were planted, through the feet that did not choose to be here… in diaspora… We chose the useless, that which has never been written, what is sung by the old woman, in the taste of bitter coffee, like life… what is not an entity, has no identity, is not in academia, or in dusty encyclopedia pages…

It is not an adjective, nor a noun… We have not yet named it.

Nor do we need to…

What matters now is to affirm that: We do not tread the path of reason!

“our deal is something else!”

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Nós não trilhamos o caminho conduzido pela razão!

A razão nascida branca, da branca Grécia… Tão pálida e sedenta de sangue…

A Razão construiu Manicômios e ergueu presídios…

É preciso ser muito racional para calcular punições, na medida em que a produtividade não caia, e a fé permaneça… Sim, até a fé se embriaga de racionalidade, para angariar galardões no céu gélido e silencioso…

A Razão nos dividiu entre superiores (dotados de razão) e inferiores (ausentes de razão)… Nesta hierarquia quem ocupa o topo dita quem pode viver e quem deve morrer…

A racionalidade cunhou a Soberania e lhe deu a chave para controlar a mortalidade e definir a vida…

A razão instrumentaliza de forma generalizada a existência humana e causa a destruição material de nossos corpos …

E a vida, desde então, só existe em espasmos e no confronto com a morte…

A Razão associou até a sexualidade com a violência…

Como se sexualidade fosse essa dissolução … fosse excreção e apropriação…

A racionalidade escreveu a moral e impôs um regime de tabus sobre nós…

A razão entregou à alguns o direito de matar, operando com base em uma divisão entre vivos e mortos, tal poder se define em relação a um campo biológico, do qual toma o controle e no qual se inscreve…. distribuindo a humanidade em grupos, e os grupos em subgrupos… estabelecendo uma censura biológica entre uns e outros…

A razão inventou o Racismo!

E o racismo é pai perverso da política de morte…

Racismo é acima de tudo uma tecnologia destinada a permitir o exercício do biopoder… esse velho direito soberano de matar …

Na economia do biopoder, a função do racismo é regulamentar a distribuição da morte e tornar possíveis as funções assassinas do Estado…

a razão nos desumanizou e industrializou a morte…

a razão civilizou as formas de matar….

A razão subjugou nossos corpos, com regulamentações médicas, darwinismo social, eugenia, teorias médico-legais sobre hereditariedade, degeneração, periculosidade…

A razão fragmentou territórios, proibiu acessos, expandiu assentamentos …

A razão promoveu esterilização forçada das mulheres negras, intoxicou nossa água com maosanto e nossas crianças nasceram com hidrocefalia…

A razão se utilizou da AiD$ para criminalizar corpos negros e suas sexualidades… a razão cunhou o conceito de vulnerabilidade para nos manter passivos…

a razão nos fez refém da culpa, da camisinha, do coquetel…

Porém, nós… Não trilhamos o caminho da razão.

Nossos referências são outros… Passa pelo corpo marcado, pelas costas onde árvores foram plantadas, pelos pés que não escolheram estar aqui… em diáspora… Escolhemos o inútil, o que nunca fora escrito, o que cantado pela velha, no gosto do café amargo como a vida… o que não é ente, não tem identidade, não esta na academia, nem nas folhas das enciclopédias empoeiradas …

Não é adjetivo, nem substantivo… Ainda não nomeamos.

Nem precisamos…

O que importa agora afirmar é que: Nós, não trilhamos o caminho da razão!

“Nosso corre é outro!”

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